Capas de discos famosos feitas com LEGO

Há pouco tempo fiz uma espécie de tributo a Richard Wright, tecladista e fundador membro desde a formação inicial do Pink Floyd, vítima de câncer este ano, reunindo capas de disco e animações stop motion feitas com bonecos e peças de LEGO.

Procurando pelas capas do Pink encontrei um grupo dos sonhos no Flickr chamado LEGO Album Covers. Ele reúne montagens de capas de discos feitas com as peças de encaixe e seus bonecos. Nele não achei as capas que procurava, mas encontrei outras cinqüenta de fazer qualquer apaixonado por música vibrar.

Mais uma vez a vontade de colocar todas as peças foi imensa, mas fiz uma seleção de peso baseada na afinidade com o disco e na qualidade da montagem. Divirta-se!

Beatles

Simplesmente a maior fonte de inspiração da comunidade com doze capas recriadas. Please Please Me e o Abbey Road são dois discos que nos velhos tempos tive oportunidade de escutar em vinil, adorava observar a perspectiva de suas capas. No Abbey, os quatro músicos atravessando a rua e todos aqueles detalhes ao fundo ainda me deixam curioso pra saber o que se passava lá no momento em que a foto foi tirada, mais tarde eternizada pelo sucesso do disco. Interessante que na versão LEGO Paul não está descalço, quebrando parte da lenda que gira em torno desta capa. Meus pais ainda têm os dois bolachões guardados junto com outros dos Beatles e de vários artistas. Relíquias!

PleasePleaseMe PleasePleaseMe_lego

abbeyroad abbeyroad_lego

Iron Maiden

Caramba,sem dúvida Eddie the Head é o mascote mais legal da história do Rock! Por causa dele, na minha opinião, todas as capas do Iron são obras de arte. Em Piece of Mind, Eddie está acorrentado e enfurecido na cela de um manicômio. Interessante como "esquelego" é quase tão medonho quanto Eddie.

PieceOfMind PieceOfMind_lego

Nirvana

Se fosse elencar as três bandas que mais tocaram no meu velho aparelho de som, Nirvana estaria na lista.  Até hoje quando escuto Nevermind, o álbum mais importante da década 90, a saudade dos tempos que assistia ao Gás Total e Disk MTV todas as tardes, sem preocupação, surge. Quando lançado gerou a maior polêmica pela controversa capa. A versão de brinquedo não me causou o mesmo impacto, mas mereceu destaque pela importante referência.

nevermind nevermind_lego

Phil Collins

Face Value, o primeiro álbum solo do baterista do Genesis, foi emplacado por In the air tonight, seu maior sucesso. A primeira vez que me recordo de escutar esta faixa foi no filme Negócio Arriscado (Risk Business), sucesso estrelado por Tom Cruise nos anos 80. O título faz analogia a expressão americana que trata do valor estampado em uma moeda ou cédula. Simples e expressiva como a original, a capa de brinquedo merecia virar um cartaz.

FaceValue FaceValue_lego

Oasis

A banda que surgiu com pompas de novos Beatles, vive tempos pouco menos glamourosos do que no seu meteórico lançamento. O disco de estréia foi Definitely Maybe, abria com o sucesso Rock'n'Roll Star e ainda contava com faixas como Live Forever e Supersonic. Sua capa exibe os membros da banda em uma sala de estar cheia de objetos e detalhes. A montagem em LEGO ficou bastante fiel, mantendo todos os elementos nos devidos lugares: taças no chão, quadro do Burt Bacharach, poster de craque de futebol, plantas na janela, instrumentos musicais, tudo ficou ótimo. O ponto negativo vai para a esfera fake, colocada no lugar do globo terrestre.

definitelymaybe definitelymaybe_lego

Motorhead

Não sou grande conhecedor da banda, mas a garganta de Lemmy Kilmister é inconfundível, algo que deveria ser estudado. A forma que o autor da montagem em LEGO utilizou para manter o clima dark cowboy da imagem original é incrível. A nova capa de Ace of Spades ficou muito melhor que sua verdadeira.

AceofSpades AceofSpades_lego

The Strokes

Com um dos álbuns mais importantes da atual década, a banda americana começou muito bem sua carreira. Is This It foi lançado com capas diferentes nos EUA e no restante do mundo. A da versão americana ficou incrivelmente aquém da estrangeira, que foi considerada uma das melhores capas de disco de todos os tempos. Na minha opinião, de todas as montagens que encontrei neste grupo, esta é a que apresentou o melhor resultado na aplicação do tema. Detalhe para o título Is This Brick: simplesmente "quebrou a banca".

isthisit isthisbrick_lego

Como disse, tentei trazer aqui apenas algumas pérolas que encontrei no LEGO Album Covers e compará-las com as verdadeiras peças. Em uma visita  rápida você poderá encontrar capas do Bruce Springsteen, Belle & Sebastian, Bob Dylan, The Smiths, The White Stripes e muitas outras dos Beatles.

Deixo o espaço nos comentários para sugestões que mereciam estar na seleção.

Fontes: woordenaarDigger Digger Dogstar, _Nikc_, +Khorne, Christoph!

Logotipos e suas estranhas histórias III

Desde o último post que fiz dos logotipos e suas estranhas histórias, alguns projetos de logos passaram por mim na faculdade e nos projetos fora dela. Além de inúmeras referências pesquisadas nestes trabalhos, as histórias curiosas de logotipos famosos apareceram e foram guardadas com carinho para compor os futuros capítulos desta série.

Em agosto havia prometido um novo episódio ao Renan, leitor do Woww e estudante de comunicação. No espírito do jargão "antes tarde do que nunca" apresento as estrelas da vez: Chupa Chups, Qantas e o Superman.

Chupa Chups

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Impossível alguém nunca ter chupadoconsumido ou ouvido falar dos famosos pirulitos da fabricante de doces Chupa Chups. Fundada na Espanha em 1958 por Eric Bernat, durante a ditadura de Francisco Franco, desde o princípio primou pela inovação criando um pirulito mais prático para o consumo das crianças. Buscando divulgar sua marca mundialmente de forma efetiva, Bernat chamou ninguém menos que Salvador Dali para desenvolvê-la. Sim, o grande pintor surrealista Dali, foi apresentado as idéias de Bernat para o logo,e depois de uma hora de rabiscos entregou um pedaço de jornal velho com o esboço daquilo que seria a base da atual marca.

Cores quentes, formas orgânicas, tipografia manuscrita, foram os ingredientes usados por Dali para atrair as crianças aos pirulitos e guloseimas da Chupa Chups. Será que a curva abaixo do segundo "p" seria referência ao famoso bigode?!

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Qantas

Confesso que até bem pouco tempo não sabia qual o ramo da empresa do canguru saltando dentro do triângulo vermelho e nome parecido com "quantas". A Queesland and Northern Territory Aerial Services (QANTAS) iniciou suas atividades de transportes aéreos logo após o término da Primeira Guerra Mundial. As primeiras aplicações do canguru nos aviões foram inspiradas pela moeda de um penny Australiano. O formato foi tão bem aceito, que mais tarde, parte dele foi incorporado na insígnia de todas as Forças Armadas Australiana.

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Em janeiro de 1947 o canguru ganhou asas na criação do designer Gert Sillhein. A modificação feita teve a intenção de combinar o logo da Qantas com o símbolo do avião Lockheed L749 Constellation, lançado na época e novidade na frota da empresa. Mais tarde, em 68, o canguru com asas virou para direita, foi envolvido por um círculo e a logotipia foi posicionada abaixo do símbolo.

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Somente em 1984, 43 anos depois, o canguru da Qantas "perdeu suas asas" com o formato proposto por Tony Lunn. De aspecto mais refinado e estilizado, o desenho foi aplicado sobre um triângulo vermelho que remete a cauda de um avião. A fonte também foi redesenhada: barras e astes estão mais proporcionais dando maior volume.

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Em 95 a marca recebeu os dizeres "75 years" pela comemoração dos 75 anos da empresa. Em 2008 Hans Hulsbosch redesenhou a marca enfatizando modernidade e eficiência da companhia. A posição do canguru foi modificada o tornando mais orgânico e estilzado que a versão anterior. Em Cannes ela ficou entre as 10 melhores identidades do mundo.

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Para comemorar a entrega do primeiro Airbus A380 à frota da Qantas, foi realizada uma apresentação impressionante com luzes sobre a fuselagem de um dos aviões. Confira:

Superman

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Na época que escrevi sobre o emblema do Batman, considerei Superman o herói mais badalado do século 20. No entanto, até o momento, este século é sem sombra de dúvidas do Cavaleiro das Trevas. Como o objetivo (até aqui) não é debater o grau de importância destes personagens deixo aos comentários esta função.

A primeira aparição do Superman e seu símbolo, herói idealizado por Jerry Siegel, ocorreu em 1938. A letra "S", utilizada para criar seu logo, é repleta de significados relacionados a cultura americana. Ela remete a Superman (super homem), Stopping Crimes (parar crimes), Saving lives (salvar vidas), etc. Para o personagem  ela representa o símbolo de sua família em Krypton. As cores, amarelo e vermelho, simbolizam RAO, o deus sol de Krypton, e assim como o Sol sugere força, energia e poder.

No processo evolutivo deste logo, a forma que envolve o "S" mudou inúmeras vezes partindo de um escudo amarelo, passando por um triângulo até chegar no atual pentágono em forma de diamante. As razões pela escolha desta forma foram a facilidade de ser reproduzida e para ser preenchida com cores. O "S", que na primeira versão esta na sua forma mais simples e sem graça, ganhou serifas e inflou para ocupar o espaço interno do pentágono.

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Em poucas ocasiões a cor preta foi aplicada no fundo do símbolo. Após estas tentativas, o suporte do logo sofreu as modificações mais significativas, e em seguida retornaram ao vermelho e amarelo.

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Na última versão criada para o filme Superman: O Retorno pela primeira vez o símbolo ganhou volume se projetando para fora do peito do herói.

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Qual será sua próxima evolução?!

Não deixe de ler as duas primeiras partes da série: Logotipos e suas estranhas histórias e Logotipos e suas estranhas histórias II

Fontes: The Story of the Superman's Symbol, Logo Orange, Qantas

Best of Novembro

Como bem o Sebas relatou durante todo esse mês, nunca nossa equipe foi pega por uma avalanche tão grande de trabalhos e prazos apertadíssimos na faculdade. E pensar que daqui pra frente tudo só tende a piorar. Como diria Morpheus: Welcome to the real world!
Mesmo malucos e com algumas horas dias de sono a serem descontados, não faltaram posts merecedores de nota no nosso Best of de Novembro. Sebas selecionou alguns vídeos que compunham uma série sobre animações que não podiam deixar de reaparecer aqui.

O dia escolhido para que comemorássemos nosso dia foi substituído por uma série de movimentações ao longo do país pela tão sonhada regulamentação da profissão. Eu, fui uma das que esteve lá pra ouvir o que já foi feito e o muito que ainda falta pela frente pra que isso se concretize. Como já diria minha vó: A união faz a força.
Designer não é...
A ambientação de época "engana" bem desde o princípio com a trilha sonora, o figurino dos personagens, o famoso chá da tarde até que dois robôs interrompem a cena na batalha pela mão da donzela.
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Animação com tipos sempre foi algo comentado até dentro da própria equipe Woww, pelo dinamismo que as letras oferecem ao tema, pela criatividade que transforma o video inteligível por qualquer um. Quando a técnica é aliada a um assunto que ainda hoje gera discussão por não ser cumprido como gostaríamos, resulta num material emocionante.

World War: robôs lutando kung fu

Após 115 dias de tensão, brainstorms, horas de discussões, inúmeras alternativas de logotipos produzidas mais suas respectivas aplicações, termina o 2° semestre de 2008 na UFSC. Há mais uma semana para recuperações, mas tecnicamente termina hoje. A equipe sofreu bastante neste período e pede desculpas aos leitores por não conseguir manter um ritmo maior de atualizações.

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Para fechar a série de curtas de animação deste mês trago World War, projeto desenvolvido por Vicent Chai para conclusão de curso na universidade de Hertforshire. O curta é ambientado em 2045, 100 anos após a explosão da bomba de Hiroshima, onde um novo ataque americano, realizado por um robô, é impedido por um robô-tanque japonês. Será que o "pau vai comer"?! Assista:


Um monomotor transportando uma bomba atômica em 2045 é algo surreal, ainda bem que ele se transformou em um robô. Brincadeiras a parte: texturas, modelagem e cenário são de babar. No duelo, mais uma vez encontramos referências do antológico Matrix. Além do bullet-time, o Aerobot desfere contra o Wolver-tanquebot alguns golpes a lá Trinity de dar saudades do primeiro filme.

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No site do esforçado Vicent existem várias imagens e vídeos da produção do projeto que merecem uma boa olhada.

Fontes: Dark Roasted Blend, Sob a Luz da Lua

The Ark: o mundo depois do fim

Celebrando a última (e árdua) semana de aulas, ainda restam algumas animações da série que selecionei para este mês.

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O curta de hoje chama-se The Ark, criado e produzido pelos poloneses Grzegorz Jonkajtys e Marcin Kobylecky em 2007, mostra a jornada feita pelos humanos que sobreviveram a um vírus que arrasou a humanidade em busca de um lugar habitável. Premiadíssimo nos festivais que participou pelo mundo, me impressionou pela qualidade dos gráficos 3D e pelo surpreendente final. Assista:


A atmosfera dark do filme me lembra Zion a cidade subterrânea da série Matrix. A cena em que o personagem sai do seu laboratório em direção ao vão que dá acesso ao convés da arca, a referência ao Matrix Reloaded é forte. Ainda bem que seu fim não perdeu o nível como o da série dos irmãos Wachowski.

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