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Coleção de Typo/graphic posters

Caramba, depois do post de quarta resta a mim cumprir a promessa feita a Grase em nossa última reunião: continuar o Woww com textos de qualidade e fazer jus ao slogan que está ali no topo. Agora com um pouco mais de responsabilidade por aqui, quero voltar a me dedicar ao blog com a mesma força dos bons tempos, mesmo sabendo que estou cercado do dobro (até o triplo) de trabalho.

Mesmo tendo que abandonar algumas metas para este ano, quero colocar no ar novidades que estavam guardadas na manga para um outro momento. Caso não tenha percebido aqui ao lado está disponível a nova lista de Seguidores Woww, uma forma de reunir e registrar aqueles leitores fiéis do blog. Outras pequenas modificações no layout estão previstas, irei avisando assim que elas forem acontecendo.

Mudando o assunto, em meio a pesquisas para um trabalho da facul, acabei encontrando uma espécie de Taj Mahal para adoradores de cartazes. O Typo/graphic posters é um gigantesco diretório de posters "gráficos" e tipográficos digno de uma Semana Tipográfica ou uma Poster Week da vida. São cerca de 350 autores participando com mais de 1.000 trabalhos, no mínimo um mar de inspiração para designers alucinados por ideias.

Abaixo algumas razões para visitar o projeto com tempo:

Festes Demoros

arcok kopek

a

The Strokes

Disobey

Can't you read?

Thinking Life

Be Green Today

O poster do The Strokes pode até não ser um campeão em inovação, mas que a fórmula é boa isso não se discute. Já o vibrante St. Patrick's Day, logo acima, cumpre com sobra a tarefa de chamar a atenção, porém pessoas com epilepsia podem sofrer ataques múltiplos caso fiquem por muito tempo o observando. Destaco também o grafismo do "Thinking Life...", trabalho de Stefan Sagmeister, e a mensagem do  "Can't you read?".


Desde junho o sistema do Typo/graphic posters está fora do ar, por isso fico devendo maiores informações como o método de inscrição no site e de submissão de trabalhos. Nem RSS eles estão disponibilizando, fica como sugestão a inscrição da newsletter do site, só assim para saber suas últimas novidades.

A arte dos Luggage Labels

Luggage Labels - Engadine Richter

Para os apreciadores uma coleção; para nós da área gráfica uma fonte de inspiração; e para os curiosos, no mínimo, um ícone que faz lembrar que as malas que circulavam por estações afora recebiam uma atenção a parte. Estou falando dos "Luggage Labels", ou melhor, aqueles rótulos [adesivos ou bordados] que customizavam as malas de antigamente. Mais precisamente entre 1900 e 1950.

Durante esse tempo os rótulos foram amplamente usados por hotéis como forma de propaganda. Um meio ágil de chegar aos lugares mais remotos através dos próprios hóspedes juntamente com seu testemunho sobre o local visitado.

Luggage Labels - Cairo

Ricamente influenciados pela Art Deco e Art Nouveau hoje são objetos de coleção que chegam a custar fortunas. Ao longo do período onde sua difusão foi maior, qualquer punhado de moedinhas já era suficiente pra conseguir alguns. Hoje com a falta de material novo ficou difícil para os colecionadores atualizarem suas compilações.

As empresas que ficaram mais famosas em produzir os rótulos foram a BRÜGGER of Meiringen, A. TRÜB & Cie of Aarau e principalmente a Richter & Co. A produção desses rótulos era basicamente feita através de litografia, gravura e cromolitografia.

Luggage Labels - Naples

O apreciador mais fiel é Tom Schifanella. Em entrevista o designer gráfico conta que começou sua coleção comprando os rótulos por poucos centavos. Foi quando por volta de 1980 o tema se tornou objeto de desejo e algumas coleções hoje passam da casa dos milhares de dólares. Ele também conta que essas pequenas peças tem relação estreita com muitos cartazes da mesma época, fazendo um conjunto e um marco nos movimentos artísticos de antigamente.

Em seu Flickr é possível passear por vários lugares através desses rótulos.

Outro colecionador, e por que não pesquisador do assunto, é o português João Mimoso. Para os que se interessaram pelo assunto ou pela beleza das gravuras, seu site traz informações completas tratando desde da história até as figuras separadas por temas.

Fonte: Dark Roasted Blend e Tom Schifanella's Website.

Em Cartaz, Os Sete Pecados Capitais

Muito antes de Se7en aparecer nas telas de cinema, impressionando a todos com um serial killer decapitador de esposas grávidas de policiais, os sete pecados capitais servem como parâmetro para os ensinamentos do catolicismo. Diferente dos pecados ditos "normais", que são perdoáveis mesmo sem a penitência, os pecados capitais são considerados mortais levando a alma pecadora a danação eterna. A única saída para o pecador salvar-se das chamas do purgatório é arrepender-se e cumprir a devida penitência.

A agência Euro RSCG de Paris, a pedido do canal de suspense 13eme Rue, desenvolveu um cartaz para anunciar uma série de sete episódios que trata dos pecados capitais. A bela ilustração de Landry Stark mostra um cérebro pernalta no início de uma jornada onde deve superar o caminho da perdição para alcançar sua salvação eterna. Nesta rota ele passará por algo tipo as sete casas dos pecados capitais, que tentarão o personagem durante essa travessia. Interpretações a parte, veja o cartaz abaixo e tire suas conclusões:

A seqüência de pecados inicia pela gula (gluttony), passando pela inveja (envy), soberba/orgulho (pride), ira (Wrath), preguiça (sloth), avareza/ganância (greed) e luxúria (lust). Tudo é genial no cartaz, mas a forma que soberba e preguiça foram representados merecem comentários a parte.

soberba

O capacho com a palavra ME seguido de um tapete vermelho são tentações insuportáveis aos orgulhosos inveterados, que ao entrarem no recinto cheio de olhos e espelhos narcisos serão saciados de sua sede de si.

Tal tortura também provoca e castiga os preguiçosos ao contemplarem a trilha de escadas rolantes que tem como destino uma cama dos sonhos dos vadios. Nela, tudo que é necessário para viver está ao alcance de um braço esticado.

preguiça
heaven

No alto do calvário, um par de asas e uma auréola aos santos que vencerem a maratona da perdição. Estes serão dignos de subir aos céus sendo salvos pelos seus sacrifícios.

Algo mais que deixei passar?! Comente!

Fonte: I Believe in Advertising

Cartazes Antigos de Propaganda Russa

Seguindo uma bela indicação da Grase, li o artigo Russian Vintage Advertising Posters, publicado no Dark Roasted Blend, que traz uma maravilhosa coleção de cartazes comerciais antigos russos. A coletânea apresenta peças de propaganda de produtos diversos, anteriores a revolução russa 1916 e também do período comunista. Prato cheio para adoradores da arte de comunicar por cartazes.

No período que antecede a revolução bolchevique, os hábitos de consumo da população russa era semelhante aos dos europeus. Isto refletia diretamente na qualidade dos anúncios produzidos.

automovel_show
O cartaz acima divulga um show de automóveis, mas Infelizmente não entendo absolutamente nada de russo para comentar o conteúdo da peça. Do ponto de vista estético, nota-se a legibilidade da tipografia, a qualidade no traço do desenho e a harmonia da composição. Um belo cartaz!

O seguinte é um anúncio de chá russo. Pintura realista, detalhes  em Art Nouveau característicos da época (ornamentos da moldura), boa combinação de cores, volume na tipografia. Este me lembra muito os filetes Porteños que Grase encontrou na Argentina.

chá
Na seqüência, dois cartazes dignos de uma parede (lá em casa seria perfeito): um anúncio de cerveja russa e um anúncio de kvas, bebida típica daquele país feita de pão preto fermentado.

cerveja1 cerveja2
No cartaz à esquerda, uma característica interessante da época chama a atenção. As garrafas de cerveja russa eram bastante diferentes das atuais: alongadas, de forma que lembra um cone de base pequena, com maior volume e tampadas por uma rolha. O saca-rolhas gigante  carregado  pelo arqueiro no lugar de uma espada, tem sentido partindo deste princípio. Pode parecer loucura, mas me pareceu uma alusão ao santo graal. No cartaz da direita, que mais parece uma propaganda de xarope Melagrião, a figura do simpático cavalheiro convida o consumidor a tomar uma caneca do saboroso kvas (nunca bebi, mas parece bom pela propaganda).

Anúncios cômicos também aparecem em cartazes daquele período. Repare na expressão do garoto abaixo, segurando um chocolate na mão esquerda e um porrete de madeira na mão direita. Ouse tirar o doce da mão dele! No cartaz seguinte, as lagostas trajadas como pessoas não estão ali por acaso. Note que há lagostas no prato que será servido pelo garçom. Seria isso canibalismo?

chocolate
lagosta
Instaurado o comunismo, concorrência entre marcas deixou de existir no país continente. Produtos não necessitavam de diferencial de qualidade para serem mais ou menos consumidos pelo público. O objetivo das propagandas, naquele momento político, era fazer com que o povo consumisse aquilo que era produzido, afim de não haver acúmulos e perdas nos estoques. Exemplos interessantes de anúncios para este modo de produção são os dois cartazes a seguir:

fume
coma_salsicha
"Fume cigarros" é a grande mensagem do primeiro. Não necessariamente da marca A, B ou C, o objetivo era simplesmente estimular o consumo do cigarro que estava pronto para ser distribuído. Deixando de lado toda a questão negativa do cigarro atualmente, não seria muito fácil vender algo assim. O exemplo seguinte convida as pessoas a comerem cachorro quente. Não é preciso ser um gênio para perceber que o cartaz pretendia estimular o consumo de salsicha. Fiquei imaginando quais seriam as razões econômicas e estratégicas desta "ação de marketing":
  • seria uma queda no consumo de salsichas, ocasionada por uma rejeição do produto, advinda de  uma super produção?! A população não suportava mais comê-las, e para evitar que estoques estragassem o governo iniciou uma campanha de estímulo;
  • poderia ser pela baixa nos estoques dos demais produtos alimentícios, restando apenas grandes quantidades de salsicha nos armazéns;
  • poderia ser pela abertura da primeira fábrica de salsichas da Rússia, e como não existia uma concorrente, a idéia a ser difundida era "Coma salsicha".
A produção industrial existia para suprir necessidades. Se existisse uma demanda de sapatos do tamanho 42, eram fabricados tantos sapatos com esta forma para supri-la. Geralmente todos eram da mesma cor (ou com poucas opções), pois a meta era para o tamanho e não para cores.

Os dois anúncios a seguir, são pérolas que mostram que a preocupação com o diferencial na conquista do consumidor, como belos cartazes de propaganda, eram coisa do tempo do Czar.

chupeta
garoto_bebado
Nos dois casos não consigo pensar em uma associação diferente da palavra "mostro" para as duas figuras que tentam representar o ser humano. Se você não captou o que o cartaz verde e vermelho anuncia, note que as nove peças pretas a frente da "boca" do monstro de mãos de fogo, são tipos de chupetas. Relevando todos os desastres cromáticos e de forma, você daria uma chupeta dessas ao seu filho? Com certeza sim, pois eram as alternativas que existiam na época. Na peça seguinte, aquele "velhinho" bêbado, vestido de criança, segurando um copo cheio de goró e abraçando o barril, é o garoto propaganda de uma "marca" genérica de suco. Assustador!

No artigo original existem vários outros exemplos de cartazes, além destes que citei. O texto merece uma lida minuciosa pois existem outros comentários interessantes do autor. Um ponto que me chamou a atenção é a importância da divulgação de um produto mesmo no mundo comunista. Acreditava que na Rússia de Lenin, Stalin e seus camaradas, existisse somente propaganda política. Além do contraste de qualidade entre as propagandas de produtos dos dois momentos, pra mim foi uma surpresa a existência delas após a queda do Czar.

Leia também Moscou: a rica capital dos bilionários para saber o que é um russo consumista.

Fonte: Dark Roasted Blend

Surf Underwater: imagens submersas de campanhas da Insight

No mundo das grifes esportivas, um dos grandes nomes entre os fabricantes de surf e skatewear é a australiana Insight Clothing. Neste ano, duas campanhas da empresa chamaram a atenção pela criatividade e pela qualidade das peças gráficas criadas. Em ambas, a fotografia submersa foi a técnica aplicada, mas cada uma com seu estilo.

Na campanha Good Morning Pluto foram feitos cartazes, com fotos em cores de surfistas patrocinados pela marca, pegando belas ondas e dividindo a cena com momentos surreais do cotidiano embaixo d'água. Fotografadas pelo consagrado Dustin Humprey, em Bali, as imagens chamam para um olhar mais detalhado, para aceitar a idéia de que a câmera captou dois mundos no mesmo quadro. Abaixo, uma seleção das imagens desta campanha:

JARED_MELL_EGGS
KAI_BUNNYMAN
KAI_OTTON_CINEMA
KAI_OTTON_SPIKES
MADE_DINNER
A combinação do laranja das bóias abandonadas sobre os corais com o azul do mar de Bali, formam a paleta perfeita entre as cores na primeira foto. A moça comendo pipoca ao lado do coelho de pelúcia gigante, sentados naquilo que sugere as poltronas de um auditório ou cinema, e assistindo as manobras dos atletas sob as ondas do Pacífico, são detalhes que tornam este projeto incrível. O que falar da mesa posta para o jantar?! Os espinhos negros sobre os corais dão ao local o aspecto de ponto radical para o surf, enquanto o atleta, desprezando o "perigo", tira tudo o que pode da onda que surfa.

A seguir a outra campanha, também fotografada por D Hump, em Bali, que traz imagens em preto e branco em tom mais artístico, de surfistas pegando ondas sobre cenas ainda mais surreais. A série foi chamada DOPAMINA, e foi inspirada em uma viagem sob o oceano em busca do diferencial na mente e na criatividade. Além de surfistas da equipe Insight, foi convidada a equipe de surf jamaicana para completar essa trip. Veja algumas imagens abaixo:
JASONAPPARICIO_THE_JAMAICAN_SURF_TEAM_POSTER
KAIOTTON_UBA_SKUBA_CANOE_POSTER
KAIOTTON_ZISCO_POSTER
LUKESTEDMAN_DEADBEATS_POSTER
WARRENSMITH_ABBEYREEF_POSTER
A atmosfera das fotos lembra muito os clássicos filmes dos anos 30, em contraste com atletas da atualidade. Cores seriam completamente desnecessárias. A motoqueira nua pilotando a Harley, o ciclista pedalando entre os crucifixos do cemitério e aquela máquina maluca pilotada pelos dois viajantes são dignos de um sonho muito doido. No meio da turma da Jamaica não poderia faltar um brother fumando "um" em busca do "pá" da criatividade. Na última imagem não demorei para visualizar a capa do Abbey Road, clássico dos garotos de Liverpool. Detalhe: a onda quase quebrando na cabeça do rastafari.

Fotografias underwater sempre me empolgam, principalmente quando o fotógrafo consegue ângulos perfeitos como Dustin Humprey. Mais uma vez, com muito pesar, não coloquei todas as imagens das campanhas. Mas deixo o convite para uma visita em suas páginas. DOPAMINA possui outras peças tão inspiradoras quanto as exibidas aqui. Em Good Morning Pluto, além de imagens de surf,  o projeto também trabalha com imagens de skate feitas em um deserto. Portanto, se gostou destas, confira o restante!

Fontes: Riding a Wave with Dustin Humphrey, Insight Clothing

Cartazes da Campanha de Barack Obama

Vários são os assuntos que preencheram e continuam dando pano pra manga nos noticiários durante esse ano, e não estou falando de Daniel Dantas e sua trupe, muito menos da Dercy, pobre alma milenar que voltou a seu planeta de origem. Falo de algo que pode mudar a atitude de muito norte-americano a partir do final do ano que são as eleições para o novo presidente dos EUA.

Como todos já sabem, a disputa agora ficou entre John McCain e Barack Obama. E por trás de uma boa lábia campanha verbal, coisa que político sabe fazer melhor do que ninguém, temos toda uma equipe de acessoria para os demais assuntos que envolvem essa campanha.

Não estou puxando sardinha pro Obama (pff!), mas o que merece destaque aqui é todo o projeto gráfico e campanha de marketing desenvolvidos para fortalecer a imagem desse candidato principalmente entre os jovens, seu grande foco. Desde a identidade visual até material promocional como bottons, guarda-chuvas [?] e os cartazes mereceram atenção ímpar e, claro, tudo a venda na lojinha de Mr. Obama acompanhado de um belo botão "Donate now" no alto da página.

O foco diferenciado escolhido pelo candidato em relação aos demais, o qual inclui discussões sobre retirada das tropas americanas do Iraque, meio-ambiente (Ai! Nossa Amazônia!) e energia conquistou a admiração do público, inclusive Hillary Clinton, e fez com que artistas (designers) se dispusessem a participar do que, para eles, é uma bela vitrine para mostrar seu trabalho mundo afora.

Segundo os três artistas que têm suas peças gráficas expostas em campanhas pelo Estado, Shepard Fairey, Scott Hansen e Antar Dayal, nenhum recebeu qualquer verba para desenvolver o trabalho. Foi por amor à camisa!

A primeira sequência de cartazes criada por Shepard Fairey, com a palavra PROGRESS em destaque teve seu estoque esgotado em poucos dias. Outra tiragem, com a palavra HOPE, foi distribuída apenas durante as viagens de campanha do candidato.

O designer que se divertiu (e ainda diverte) colando stickers nas paredes por aí, seja isso ilegal ou não, conta que realizou o trabalho em menos de uma semana. Utilizou uma foto encontrada na internet de um Obama que "parecesse presidencial", com alguma mensagem como "I can guide you". Deu seu toque pessoal através de formas, síntese visual, texturas e cores, como se percebe através de seus trabalhos . Optou por uma "paleta patriótica" utilizando da variação dessas cores e destacando as palavras-chave HOPE, PROGRESS e CHANGE com fundo sólido.

Change, por Shepard Fairey

Seus trabalhos sofrem influência de campanhas construtivistas criadas durante a União Soviética sob o lema "Art with a purpose", destacando as poses heróicas dos personagens.

Shepard também disponibilizou a imagem para download e deixou os direitos autorais de lado. "Isso é exatamente o que quero que aconteça", diz ele, moço esperto apostando no marketing espontâneo.

Suas peças gráficas mais recentes mostram mais sobre seu apoio à Obama. Shepard desenvolveu um cartaz que pretende atingir os mesmos jovens e induzí-los a votar.

Vote, por Shepard Fairey

O outro impresso, com cerca de 1,75m X 1,14m e demonstrado abaixo, está em leilão e aberto à lances até o dia 24 desse mês. Todo o valor arrecadado será doado à Rush Philanthropic Arts Foundation que promove anualmente o evento "Art For Life Charity".

Cartaz em Leilão, por Shepard Fairey

Outro designer convidado pela equipe de Obama foi Scott Hansen. Famoso pelo tratamento particular dado à suas peças gráficas tanto em mídias impressas quanto virtuais, seu estilo é referência e inspiração para muitos. Vale a pena perder um tempinho fuçando seu portfólio e a loja.

Como experiência, Scott conta em seu blog que o cartaz, em seu formato final, tinha quase 3GB, aproximadamente 1000 layers, imagens trabalhadas em Illustrator com o dobro do tamanho que o cartaz exigia. Tudo criado com resolução 300dpi. "Por vezes era muito tedioso, ter que esperar muito tempo até mesmo para as operações simples".

Progress, por Scott Hansen

Todos os cartazes acima já são "sold out", mas ainda há uma última chance de arrecadar fundos esperança de adquirir um.

O mais recente cartaz foi desenvolvido pelo designer Antar Dayal. Como ele mesmo fala, sua inspiração surgiu "das palavras do candidato, liberdade, habilidades e expressão da esperança e sonhos para uma América melhor". Isso se reflete no slogan, com uma mensagem tão positivista quanto às demais: "Yes We Can".

O mesmo se encontra na mesma loja de Mr. Obama por U$70.

Yes We Can, por Antar Dayal

Em seu blog, Dayal disponibilzou uma sequência de fotos que mostram o processo de impressão de sua obra. Ou se preferir, o vídeo a seguir também mostra desde a concepção do fotolito até o produto final:

Sei que você aí deve estar curioso perguntando como Shepard chegou àquele resultado gráfico mostrado acima. Para isso eu trago um TUTORIAL que mostra passo-a-passo como desenvolver uma peça igualzinha sem ter que pagar algumas dezenas de dólares pela mesma.

Quer ver mais trabalhos gráficos envolvendo Obama? Aqui.

Batman - The Dark Knight

Poster Internacional - Batman The Dark Knight

Estou aqui há alguns minutos pensando como começar esse post. "Hoje é o grande dia". "O dia que todos esperavam: fãs, nerds ou não, enfim chegou". Não estou sendo entusiasta e falando do meu retorno ao Woww (quanta pretensão minha!), mas como o título já entrega: o ARG - Alternative Reality Game - de Batman - The Dark Knight chegou ao fim com o lançamento do filme no exato dia de hoje.

Esperado há mais de um ano, quando em 18 de março de 2007 teve início o "Jogo de Realidade Alternativa" com o lançamento de um site que convocava atores para o que viria ser o filme do Batman, a ação de marketing que envolve o filme já é considerada como uma das maiores da história do cinema. Existem muitas outras por trás de, por exemplo, Lost, Matrix, A Bruxa de Blair, Cloverfiled entre outros, mas a maneira como a ação desenvolvida pela 42 Enterainment para Batman intrigou e arrastou multidões por todo o mundo atrás das pistas do Coringa e ainda por cima distribuindo presentinhos, incluindo São Paulo, é unânime.

Como uma modesta fã que colecionava brinquedos (ah! meu iôiô do Batman), comprava uma revistinha aqui e ali, sentava em frente à TV durante horas para ver desenhos incluindo Liga da Justiça e os Super Amigos, desde minha infância a história do homem morcego preenchia minha imaginação. Mesmo que contada de várias formas e adequando a personalidade do personagem a cada trama que o envolvia.

Durante toda a trajetória do super-herói e, nesse filme, a nona edição contando um capítulo da história, isso não é diferente. Cada diretor dava seus toques pessoais ao personagem, aos vilões, à própria trama e o clima que a envolvia. O único ponto em que Batman dirigido por Tim Burton (confesso que é meu preferido) e Batman por Christopher Nolan convergem, por exemplo, é o fato de serem únicos em toda a história do personagem, cada um em sua época, com atmosferas diferentes, abrangendo assuntos e mentalidades distintas. Um é referência para o outro, mas sempre sem perder a própria identidade. Quer exemplo maior do que os dois trailers, um de 1989 e o outro de 2008, colocados lado a lado como mostra o vídeo a seguir?

O ARG de Batman tirou a atenção do que seria o personagem principal. O Coringa atuou de tal forma que o morcego praticamente virou coadjuvante (e as más línguas dizem que o mesmo fato se aplica ao filme). Outras más línguas dizem que a morte de Heath Ledger faz parte do viral, mas isso dispensa comentários (põe "má" nessa língua!).

Heath Ledger as Joker

No final, o Coringa deixou sua marca em TODOS os sites desenvolvidos para o viral e em boa parte dos cartazes. Quando surgia algo novo poderia apostar que pouco tempo depois iria ter dedo desse vilão insano!

Interface site com Coringa Interface Coringada

Poster Batman Coringado

A trama toda é desenrolada em volta do personagem. Além disso ele é a principal atração do trailer. Heath Ledger se tornou páreo duro para Jack Nicholson.

Batman and Joker 1989

Batman and Joker

A morte do ator foi outro fato que preocupou espectadores e principalmente os fãs mais ardentes que estavam acompanhando o auge do ARG. Para isso procurou-se uma alternativa que só veio a contribuir com o andamento do Jogo: o surgimento de Harvey Dent, interpretado por Aaron Eckhart de Obrigado por Fumar. Dent dá vida a um promotor público de Gotham City e que também será o vilão Duas Caras.

Joker, Batman, Dent

Ledger já é dito como indicado ao Oscar por sua atuação. Christian Bale é destaque entre outros atores que já fizeram Batman. Michael Kane inigualável como o mordomo Alfred. Quer mais motivos para ver o filme? Assista ao último trailer e me diga se a composição musical não dá 3 tipos de arrepio!

Como você percebeu, esse post não conta toda a trajetória do ARG do filme. Melhor que pesquisar sobre essa ação de marketing no Brainstorm#9 ou no Judão, só mesmo o site Why so serious? que agora virou o acervo que toda a campanha viral e ganhou até uma versão -simplória- para o português.

Why so Serious 2 Why so Serious

Ficha técnica:
Título original: The Dark Knight
Gênero: Aventura
Tempo de duração: 152min
Ano de Lançamento: 2008
Site Oficial: http://thedarkknight.warnerbros.com/
Estúdio: Warner Bros. Pictures / Legendary Pictures / DC Comics / Syncopy
Distribuição: Warner Bros
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Jonathan Nolan e Christopher Nolan, baseado em estória de Christopher Nolan e David S. Goyer e nos personagens criados por Bob Kane
Produção: Christopher Nolan, Charles Roven e Emma Thomas
Produção: Música: James Newton Howard e Hans ZimmerFotografia: Wally Pfister
Desenho de Produção: Nathan Crowley
Direção de Arte: Mark Bartholomew, James Hambidge, Kevin Kavanaugh, Simon Lamont, Naaman Marshall e Steven Lawrence
Figurino: Lindy Hemming
Edição: Lee Smith
Efeitos Especiais: Double Negative / BUF / Gentle Giant Studos / New Deal Studios

Elenco:
Christian Bale: Bruce Wayne / Batman
Michael Kane: Alfred Pennyworth
Heath Ledger: Coringa
Gary Oldman: Tenente James Gordon
Aaron Eckhart: Harvey Dent / Duas-Caras
Maggie Gyllenhall: Rachel Dawes
Morgan Freeman: Lucius Fox
Cillian Murphy: Dr. Jonathan Crane / Espantalho
Anthony Michael Hall: Mike Engel
Monique Curnen: Detetive Ramirez
Nestor Carbonell: Prefeito
Joshua Harto: Reese
Colin McFarlane: Comissário Gillian B. Loeb
Melinda McCraw: Barbara Gordon
Nathan Gamble: James Gordon Jr.
Michael Jai White: Jogador

Eu não poderia receber um tema melhor para marcar meu retorno ao Woww.

Fonte: Brainstorm#9, Judão e muitos outros!